Ao ler a edição de hoje do Diário do Sul, eu senti vergonha de ter um jornal desses representando o jornalismo em Itabuna. Foram publicadas, com direito a rosto, sangue e carro acabado, fotos do acidente que aconteceu com os cinco jovens na rodovia Ilhéus-Itacaré.
Tudo bem que o público adora ver imagens e saber como as coisas aconteceram, mas a forma como essas fotos foram publicadas, foi puro sensacionalismo. Uma atitude ridícula vindo de um jornal que já está ativo há tanto tempo. Sensacionalismo não se encaixa no bom jornalismo, e quem trabalha com isso sabe!
Além de uma publicação esdrúxula, a matéria e as fotos usadas ferem a ética. E caso o responsável pela publicação não saiba, o jornalismo TEM um código de ética, que inclusive pode ser encontrado na Internet. Mas pelo jeito não foi só com a ética que o Jornal deixou de trabalhar, ele também esqueceu em casa a falta de respeito com todas as famílias que estão sofrendo com a morte dos entes queridos.
Pergunto-me, como estudante de jornalismo, qual a necessidade de fotos escrotas, e que me perdoem o uso da palavra, mas eu as defino exatamente desta forma. Isso tudo foi para vender mais que a concorrência? Foi para ter mais publicidade na próxima edição? Tudo isso foi pelo dinheiro? Será que realmente vale à pena ultrapassar todos os princípios básicos de uma boa educação e de uma boa ética, por causa de capital?
Nós temos caminhos a seguir e cabe a nós mesmos, decidirmos se vamos seguir o lado que nos traz o dinheiro, ou o lado que nos traz a consciência limpa. Agora peço que o responsável pela publicação se coloque no lugar dessas famílias e me responda: você gostaria de ver a foto do seu filho morto publicado em algum jornal?
5 de maio de 2009
1 de maio de 2009
Aqueles que nem sempre são para sempre
Você chegou... tão imponente. Aquilo mexeu comigo. Os seus olhos, como eles fizeram com que eu me direcionasse apenas na busca deles. Meus olhos nos seus olhos se encontraram nos instantes mais confusos. Como pude deixar escapar a vontade que era de poder apenas te tocar para saber se eras real? O seu sussurar me fez virar e correr atrás das maiores aspirações. A sensação do vento incomodava, talvez se você fosse como uma parte do corpo, eu pudesse sentir que o teria para cada estação. Aquela vontade de que todos os nossos momentos fossem eternizados em cada ação. Um sentimento que pensei estar presa para sempre, e quando aquele mesmo vento que incomodava levou você não consegui sentir as partes entrelaçadas que eu pensei ter em cada estação. Instantes inacabados pareciam estar tão longe agora. Trabalhando a razão para que ela estivesse acima de qualquer coisa, acima de algo que fiz questão de trancafiar. Mas eu vi novamente aquelas anotações e percebi como eu fui apaixonada por você. Senti saudade, aquela saudade do medo que eu tinha de te perder.
23 de fevereiro de 2009
A 185° página
Aqui vai a frase do livro que estava mais próximo de mim, da 185° página, Autobiografia de um Iogue, livro que a minha irmã está lendo.
Diante da prece insistente de um devoto, a bondade de Sri Yukteswar não conhecia limites
Diante da prece insistente de um devoto, a bondade de Sri Yukteswar não conhecia limites
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